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Daniel na cova dos leões


Daniel na cova dos leões

Daniel cresceu politicamente no reino da Babilônia, chegando a ser um dos três presidentes que o rei Dario colocou sobre os 120 príncipes do reino (Dn 6). O rei pretendia colocá-lo como líder principal, uma espécie de primeiro ministro. Imediatamente surgiu a inveja por parte dos outros presidentes.

A inveja trouxe a perseguição. Eles começaram a vigiar Daniel para que pudessem acusá-lo diante do rei. Da mesma forma hoje, nós somos vigiados dia e noite por aqueles que querem nos acusar, tanto homens quanto demônios. Se dermos motivo de acusação, eles cairão sobre nós como feras.

Além de não conseguirem surpreender Daniel em algum pecado, os inimigos viram que ele orava três vezes ao dia.  E nós? Temos uma vida de oração? Se formos vigiados, o que as pessoas verão?  Se forem colocadas câmeras sobre nós, 24 horas por dia, o que as pessoas assistirão?  Deus, os anjos e os demônios estão nos assistindo o tempo todo.

Daniel orava três vezes ao dia diante da janela que ficava na direção de Jerusalém. Seu pensamento estava em Jerusalém, na lembrança do templo. É como se ele dissesse: “Eu estou na Babilônia, mas não sou daqui”. Onde está nosso pensamento?  Estamos no mundo, mas não somos do mundo. Precisamos pensar na Jerusalém celestial, de onde Jesus em breve virá nos buscar. “Se já ressuscitastes com Cristo, pensai nas coisas que são de cima” (Cl 3.1).

Daniel era um homem irrepreensível. Ninguém encontrava motivo de acusação contra ele. O profeta não tinha vícios nem transgredia as leis daquele reino. Este ponto tão positivo foi usado contra ele. Os inimigos usaram de astúcia. Satanás age assim. Ele não tem autorização para nos destruir, para nos matar, mas usa de astúcia contra nós.

Sabendo que Daniel era homem de oração e não desobedecia às leis reais, os príncipes criariam um decreto que proibisse as orações. Que ideia inteligente! Contudo, nenhuma inteligência será eficaz contra a sabedoria de Deus.

Os líderes usaram de astúcia para manipular o próprio rei da Babilônia. Trabalharam com seu orgulho e vaidade, sugerindo que fosse promulgado um decreto segundo o qual, nos próximos 30 dias, todos os pedidos só pudessem ser feitos ao rei e a ninguém mais, a nenhuma divindade. Assim, é como se colocassem o rei no lugar de Deus.

Quando Daniel tomou conhecimento da lei que o rei Dario havia assinado, não mudou em nada a sua dedicação ao Senhor. Ele não correu para pedir misericórdia ao rei, mas continuou orando três vezes ao dia. O cristão deve ser sujeito às leis humanas somente enquanto elas não forem contrárias à palavra de Deus. Como disse Pedro: “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5.29).

Quem desobedecesse à lei do rei Dario, orando a qualquer divindade, seria lançado na cova dos leões, mas esse possível castigo não intimidou Daniel.

Suas orações chegaram ao conhecimento do rei. Dario gostava dele e queria livrá-lo do castigo, mas as leis do reino não podiam ser revogadas.

Daniel estava num “beco sem saída”. Era um problema sem solução como tantos que enfrentamos hoje em dia, mas para Deus não há impossíveis.

Sejamos fiéis a Ele sempre, em qualquer situação. Não vamos negociar nossa fé nem nossos princípios e valores espirituais. Não vamos parar de orar, nem de ler a bíblia, nem de falar de Jesus, ainda que alguém queira nos prender, condenar e matar. Essa tem sido a atitude de muitos cristãos hoje, em países onde o Evangelho é proibido.

Então, chegou o tempo de cumprir o castigo previsto na lei. Daniel foi lançado na cova dos leões.

Se Daniel era um homem de Deus, fiel, que orava tanto, por que Deus permitiu que ele fosse lançado na cova dos leões? Por que Deus permite que tantas coisas ruins aconteçam em nossas vidas? É verdade que muitos males acontecem por nossa própria culpa e não devemos acusar Deus, mas Daniel não tinham culpa alguma. Deus permitiu porque havia um propósito maior.

Se Daniel não fosse lançado na cova, não teríamos esse capítulo na Bíblia narrando sua experiência. Se não enfrentarmos grandes problemas, não teremos grandes experiências com Deus.  Um grande problema pode ser uma oportunidade para que Deus faça milagres em nosso favor.

Daniel foi transferido do quarto para a cova. Não havia mais janelas, mas a boca da cova, que foi fechada por uma pedra. Humanamente falando, não havia esperança, mas Deus não tinha encerrado a história de Daniel. Muitas maravilhas ainda aconteceriam. Deus ainda não encerrou a sua história. Os inimigos podem colocar uma pedra sobre você, mas Deus dará o livramento.

Daniel foi lançado no meio dos leões. Todos esperavam que ele fosse dilacerado, mas nada disso aconteceu. E na cova ele passou a noite, em total escuridão. Se ele saísse rapidamente, alguém poderia dar uma desculpa qualquer, dizendo que ele foi muito rápido, mas Daniel ficou na cova durante toda a noite, para que nada pudesse impedir o reconhecimento do milagre de Deus. O Senhor tem um tempo determinado para todas as coisas.  Com toda certeza, Daniel orou bastante naquela noite. Devem ter sido momentos gloriosos, pois Deus enviou um anjo para estar ali com ele. Daniel não estava sozinho entre as feras. Nós também não estamos sozinhos. Deus está conosco no meio dos problemas. Os anjos do Senhor estão conosco. “Em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por meio daquele que nos amou” (Rm 8.37).

Daniel não tinha força suficiente para enfrentar os leões nem para remover a pedra e sair da cova (ele não era Sansão), mas o poder de Deus é maior do que a força das feras, é maior do que Satanás, que ruge como leão querendo nos devorar (1Pedro 5.8). Não é pela nossa força ou capacidade que venceremos as forças espirituais do mal ou os inimigos humanos que se levantam contra nós. O nome “Daniel” significa “Deus é meu juiz”. O Senhor é o nosso juiz, acima de todos os reis. Ele é a nossa força. Ele nos livrará do poder das trevas.

Na manhã seguinte, o rei Dario correu até a cova e ordenou que a pedra fosse removida. Deus pode usar em seu favor as mesmas pessoas que te prejudicaram. O próprio rei ordenou a libertação de Daniel. O profeta estava vivo. A notícia correu por todo o império. Aliás, a notícia correu o mundo todo (correu tanto que chegou até nós no século 21). A experiência de Daniel tornou-se um testemunho do poder de Deus.

Nossa fidelidade ao Senhor pode nos trazer grandes problemas, que serão oportunidades de milagres, que se transformarão em testemunho para a conversão de muitas vidas que glorificarão o nome do Senhor.

O capítulo 6 de Daniel nos ensina sobre fé, fidelidade, perseverança diante das perseguições e o livramento que Deus dá aos Seus servos. Que tudo isso sirva de lição e exemplo para nós. É verdade que muitos servos de Deus morreram por sua fé, mas, enquanto não chegar a nossa hora, teremos muitos livramentos.

Em seguida, o rei Dario mandou lançar na cova dos leões todos aqueles que conspiraram contra Daniel. O profeta não moveu um dedo contra eles. Ele não os acusou, mas o próprio rei estabeleceu a vingança. Da mesma forma, não devemos fazer coisa alguma contra aqueles que nos atacam, acusam, perseguem e prejudicam. Não podemos fazer a eles o mesmo que fazem contra nós. Não podemos usar as armas do mal para combater o mal. Deixemos tudo nas mãos de Deus.

“Minha é a vingança, diz o Senhor” (Hb 10.30).

Devemos orar pelos nossos inimigos humanos, se é que os temos (Mt 5.44), para que sejam libertos e salvos. Quanto aos nossos inimigos espirituais, Satanás e seus demônios, Deus os lançará no lago de fogo, onde serão atormentados para todo o sempre (Ap 20.10).

fonte,lagoinha.com




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